Submundo

Escrito por Bruno Venâncio.

Grace/Wastelands

Pete Doherty

Artista/Banda

Grace/Wastelands (2009)

Álbum/Ano

🇬🇧 Reino Unido

País

Indie Folk, Indie Rock

Gêneros

Nesse mês de junho, meu queridinho Pete Doherty lançou seu quinto álbum solo, entitulado “Felt Better Alive”, entre uma e outra audição de seu novo trabalho, cometi o “erro” de revisitar seu primeiro trabalho solo, lá de 2009, “Grace/Wastelands”, acho que não preciso dizer que uma velha obsessão veio a tona, pois cá estou escrevendo uma postagem de blog pra falar dele!

Um velho conhecido

Pete é um velho conhecido da galera, talvez você já deva ter ouvido alguma música dos Libertines ou uma ou outra da menos conhecida porém não menos interessante Babyshambles, costumava passar bastante na MTV naquela época. Acontece que o lançamento do seu primeiro trabalho solo se deu no mesmo ano que terminei meu primeiro namoro, foi quando entrei de cabeça na música Folk, e bicho, poucas coisas conseguem proporcionar uma certo conforto para um coração partido do que a música Folk, ou “voz e violão” como eu costumava chamar.

Pete Doherty, homem branco, usando e segurando um chapéu redondo com as duas mãos, ele está com um colar que usa na boca e, veste um blazer preto e camiseta branca, fotografado pela Clash Magazine em 2009 Pete para a Clash Magazine em 2009.

Um ótimo-péssimo exemplo

Como toda boa estrela do rock (algo que ele detesta ser chamado), ele já fez de tudo, consumo excessivo de drogas, teve um relacionamento conturbado com a supermodelo Kate Moss e organizava festas que inclusive ocasionou a morte de uma pessoa, além é claro se ser preso por diversas vezes, a mídia inglesa adorava usar o coitado como saco de pancada.

Um lugar com diversas pessoas, entre elas Pete tocando guitarra e sua então namorada na época Kate, mulher branca de cabelos loiros, cantando num microfone segurado por um jovem rapaz branco de cabelo médio castanho escuro. Kate participando de um show do Babyshambles, de 2006.

Aquela energia bissexual

Apesar de nunca ter se declarado bissexual (ou mesmo hétero) e ser bem reservado em relação aos seus relacionamentos e com quem já se relacionou, não faltam evidências em páginas de fãs de Pete beijando Carl, seu best buddy do Libertines e outros, ele parece não se importar em pertencer a um grupo/rótulo especifico. Particularmente, para além da figura problemática que ele possa ser, ele sempre me foi uma figura positiva em relação ao sexualidade e amizade masculina, é inspirador ver a forma passional de como ele trata seu amigos (homens), algo que sempre foi usado contra ele pela mídia mas que felizmente sempre saiu pela culatra (piada não intencional hehehe 🤭). Para Pete não deve existir esse tal de bromance, ele não tem medo de amar seus amigos!

A clássica imagem usada como capa do segundo álbum do Libertines, estão Carl Barat e Peter Doherty muito próximos um do outro, como se estivessem se preparando para usar drogas A clássica fotografia usada como capa do segundo album do Libertines, de 2003.

Pete Doherty andando na rua com Kate Moss, ele está com um chapéu pequeno, fumando um cigarro e de camisa polo azul marinho, Kate está com um óculos escuros grandes e ovais, está usando um vestido e bolsa pretos, também está fumando Pete Doherty e Kate Moss fotografados em 2005.

Grace/Wastelands

Pete nunca foi um estranho para o violão, e em seu primeiro trabalho solo, sinto a impressão que foi uma tentativa de se afastar do rock sujo de garagem que costumava fazer e de tudo que vinha incluso no pacote. Pete adotou um estilo bem condizente com seu visual, quase sempre classudo da década de 1930, incluiu essa estética a sonoridade do álbum, músicas como Arcady, 1939 Returning e Sweet By And By passam essa vibe, com uma temática bastante marcada por esse periódo entre guerras.

Dois caras se beijando sem o menor contexto me pegou desprevenido de uma maneira muito positiva a primeira vez que vi esse videoclipe.

Durante mais de uma década, pensava que a voz que faz dueto com ele em Sheepskin Tearaway, uma das minhas favoritas do álbum era da Alisson Mosshart do The Kills, para a minha surpresa ao pesquisar para escrever essa postagem, se trata de outra Alisson! Que pena, quebrou a magia da união de dois transgressores!

Pete Doherty, sentado com um cigarro na boca, sentado no chão com uma guitarra Rickenbacker

In the cold, coldest of nights
The fire I light, to warm my bones
I've had enough, of the dreadful cold

Salome

Pete Doherty, uma fotografia focando no rosto dele Pete para a Clash Magazine em 2009.

Last of the English Roses, Palace of Bone e Broken Love Song são o rock que seus fãs estão acostumados a ouvir, de resto a voz e violão do Folk dão o tom do álbum com as excelentes canções Salomè, I Am the Rain e New Love Grows on Trees. Não é sempre que um álbum de estreia fica tão bom assim, mas claramente suas prévias experiências devem ter ajudado bastante. Pete me fez um duplo favor, me ajudou a curar um coração partido e a conhecer melhor minha sexualidade, obrigado meu querido inglês! 😘

Excelente show no lendário festival Glastonbury, onde Pete tocar músicas solo, do Libertines e do Babyshambles.

Pete Doherty totalmente vestido de preto, quebrando um violão no chão ao melhor estilo rock’n’roll Pete Doherty para a revista Elle UK, 2009.

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