Algumas obcessões musicais desse ano
Obsessões musicais são a água que eu bebo, o ar que eu respiro, a comida que me nutre, ouço uma música e se eu gostar, vou querer ouvir o álbum inteiro, e se eu gostar do álbum, vou querer ouvir a discografia inteira da banda ou artista, e segui isso num ciclo ad infinitum. Seguindo a mesma ideia da minha postagem anterior, reuni aqui algumas das minhas obsessões musicais dos últimos seis meses e recomendo as melhores pra vocês.
Rosalía
Artista/BandaLux (2025)
🇪🇸 Espanha
PaísArt pop, Avant-Garde
GênerosLançado no final do ano passado, esse passou batido nos meus favoritos de 2025, e logo após a virada do ano, me debrucei a ouvir as coisas que não dei a devida atenção, escolhi começar por esse álbum, dessa artista que eu nunca havia ouvido antes, justamente porque mesmo após meses do lançamentos, os “círculos” de doidinhos da música ainda não paravam de falar dela, e quem me conhece sabe, adoro descobrir algo novo.
Não sei se serei capaz de expressar o tiro que tomei ao ouvir esse álbum pela primeira vez, o impacto foi tão grande que entrei num “coma musical”, não respondia a outros estímulos que não os provocados por essa obra! Fui completamente arrebatado!! Durante todo o mês de janeiro ouvi compulsivamente esse álbum, até parava para ouvir outras coisas, mas irremediavelmente voltava pra ele. Álbuns conceituais são estranhos, ou eles são absolutamente maravilhosos, como é o caso aqui, ou são absolutamente “qualquer coisa”, na minha humilde experiência musical, não consigo pensar em um que tenha atingido o meio-termo.
Esse álbum é todo construído numa temática cristã, Rosalía aqui faz o incrível feito de cantar ao menos alguns trechos das 18 músicas em CATORZE idiomas diferentes, entre eles o português (europeu, não dá pra vencer todas), latim, mandarim, entre outros, cada um deles inspirado na vida/história de alguma santa católica, além de suas próprias experiências de vida, bicho, isso por si só já seria insano, mas como toda grande obra-prima, ela foi feita com muitas mãos, o álbum possuí participações especiais de peso, como Björk, composições de Charlotte Gainsbourg e um dos caras do Daft Punk, um dos produtores é ninguém menos que o vampiro Pharell Williams e conta com a execução dos arranjos pela orquestra sinfônica de Londres, rapaz, essa gata tem bala demais pra trocar!
Eu amo um Art Pop, todo (bom) artista que se aventura nesse caminho quase que invariavelmente lança algo incrível, só de cabeça posso citar alguns nomes recentes como Bat for Lashes, Caroline Polachek e FKA Twigs, e também alguns nomes clássicos como a própria participante de umas músicas, Björk mas também David Bowie, Madonna e Talking Heads. Um dos (muitos) grandes feitos desse álbum foi talvez cavar um buraco ainda pouco explorado na música pop, a música clássica e a temática religiosa, e isso pegou TUDO MUNDO de supresa.
Quando mais eu pesquiso sobre esse álbum mais interessante ele fica, particularmente eu parei ao descobrir que ela entrou num conservatório musical concorridíssimo e usou uma lendária técnica vocal na faixa Berghain, ok pode parar! Já me convenceu!! A bicha é lendária!!! Tenho medo de ouvir os álbuns anteriores dela e ficar completamente birulê das ideias! Tipo aqueles doidinhos que acampam na frente do hotel onde os artistas estão hospedados sabe? Isso porque o anterior dela, o Motomami, é figurinha carimbada em todas as listas de melhores do ano de 2022! Não é atoa que comecei a estudar espanhol justamente no início desse ano, coincidência? Quem sabe hehehe. Eu não poderia recomendar mais esse álbum, mas pra fechar, vou recomendar minhas músicas favoritas dele:
- Reliquia
- La Yugular
- Sauvignon Blanc
Oklou
Artista/Bandachoke enough (2025)
🇫🇷 França
PaísExperimental, Synth-pop, Hyperpop
GênerosEsse passou pelo meu radar ano passado, e como eu pretendia (futuro do pretérito aqui) colar no C6 Fest esse ano, comecei a escutar algumas das atrações que colaram lá esse ano, começando pela Oklou.
Inicialmente ela não me chamou muito atenção, mas como foi um álbum muito bem falado ano passado, e já com muitos meses de distanciamento do lançamento, o que significa ao menos alguns ao vivos no YouTube, dando uma nova chance, as performances dela me chamaram muita atenção, então revisitando o álbum finalmente “clicou” pra mim. Ela apresenta um som muito minimalista e quase orgânico no álbum, principalmente em suas performances, o termo hyperpop comumente associado a ela definitivamente não faz jus ao som que ela produz, mas entendo que nenhum outro termo se encaixa melhor do que esse, ele é o perfeito álbum de música eletrônica para que não curte música eletrônica, meio low-fi, meu ambient, meio anos 90.
Segundo o podcast Vamos Falar Sobre Música, ela foi um dos melhores shows do festival, senti dor física ao ouvir que perdi isso, mas enfim, oremos para que venham outras oportunidades, por hora, minhas favoritas desse ótimo álbum de estreia:
- endless
- harvest sky
- blade bird
Lykke Li
Artista/BandaThe Afterparty (2026)
🇸🇪 Suiça
PaísIndie Pop, Sad Pop, Electro Pop
GênerosOutra que eu tava louco para ir ver ao vivo foi a Lykke Li, que lançou recentemente o suposto último álbum de sua carreira, sou suspeito pra falar pois amo tudo que ela faz e gostei de cara desse novo dela, apesar dele ter apenas pouco mais de 20 minutos, segui sua dica e fiquei ouvindo varias vezes seguidas. Aqui ela retorna ao som dos seus primeiros trabalhos em uma roupagem mais animada e dançante, mas não muito longe do seu som tristonho característico, ela conseguiu seguir com sua marca registrada de músicas para “chorar dançando” típica do seus melhores trabalhos.
Se esse é realmente o ultimo álbum dela, eu me ferrei de verde e amarelo e perdi a possivelmente a única oportunidade de vê-la ao vivo, pois sofro do mal que afetada toda pessoa 30+ da classe trabalhadora, comecei o ano fudido de grana, e faltando um mês para o evento, um maldito dia antes do meu cartão de crédito virar e finalmente conseguir meu passe, os ingressos do festival se esgotaram, selando meu destino para longe dela e diversos outros artistas e bandas que eu queria ver. 😭
O que me restou foi uma morna performance no Coachella desse ano, que inclusive gravei o show inteiro e só fui perceber que gravei apenas o vídeo sem som quando fui ver depois, MEU DEUX DAS TREVAS, não é possível, deve existir alguma força oculta me impedindo de chegar perto dessa mulher, enfim, segue minhas favoritas desse álbum:
- Happy Now
- Lucky Again
- Knife In The Heart
Placebo
Artista/BandaPlacebo RE:CREATED (2026)
🇬🇧 Reino Unido
PaísRock Alternativo
GênerosPlacebo é uma daquelas bandas que eu amo e adoro, sempre estou revisitando toda sua discografia, apesar do pessoal não gostar muito dos trabalhos após o excelente Meds (2006), eu adoro tudo que eles fizeram, mas confesso que também me sinto mais inclinado nos primeiros álbuns deles, aconteceu que em abril eles anunciaram uma nova edição do seu primeiro álbum auto-intitulado, e é claro que eu fiquei na hype.
Segundo o próprio site da banda, essa não é uma mera remasterização ou relançamento do seu primeiro trabalho, mas também uma recriação do álbum 30 anos depois do seu lançamento, carregando toda a bagagem que Brian e Stefan acumularam nessas três décadas, isso significa que algumas partes foram regravadas, alguns back-vocals adicionados e algumas b-sides também entraram na lista de faixas.
Um audição desatenta não vai notar muita diferença, mas os fãs de longa data como eu claramente notaram as mudanças, é como ver um amigo com um corte de cabelo, maquiagem ou roupas diferentes, você saca na hora. Enquanto esse álbum não saia, fiquei ouvindo a discografia deles, principalmente o segundo álbum Without You I’m Nothing (1998), cacete, que álbum delicioso! Acho incrível o que duas gays com muito tesão, quantidades insalubres de drogas e disposição são capazes de fazer, a seguir minhas favoritas dessa nova edição:
- 36 Degress
- I Know
- Bruise Pristine (Sirens Legato Remix)
Iron Maiden
Artista/BandaSomewhere in Time (1986)
🇬🇧 Reino Unido
PaísHeavy Metal
GênerosSabe aquela banda que tu conhece umas duzentas músicas mas NUNCA ouvi uma álbum inteiro deles?? Iron Maiden é uma dessas bandas pra mim, mas é claro que estou exagerando aqui, o meu favorito deles, Fear Of The Dark (1994) já perdi a conta de quantas vezes ouvi, e também ouvi bastante seu trabalho mais recente quando foi lançado, Senjutsu (2021), mas curiosamente, conheço melhor a carreira solo do vocalista Bruce Dickinson do que de sua banda mais famosa.
Pensando em mudar isso, peguei álbuns clássicos deles para ouvir, mas logo estacionei no Piece of Mind mas principalmente no Somewhere In Time, enquanto o primeiro tem todos os elementos clássicos da banda, o segundo que me pegou mais com um som mais rápido e mais trabalhado tecnicamente do que os anteriores e inclusive alguns posteriores, fiquei muito impressionado com essa fase especifica da banda.
Ainda preciso ouvir com calma todos os seus trabalhos, uma tarefa hercúlea, já que estamos falando de meio século de carreira desses caras, por hora, listo minhas favoritas desse incrível trabalho deles:
- Caught Somewhere in Time
- The Loneliness of the Long Distance Runner
- Alexander the Great (356-323 B.C.)
Marina
Artista/BandaFroot (2015)
🇬🇧 Reino Unido
PaísIndie Pop, Europop
GênerosExiste um meme do Garfield muito bom com os dizeres “Você não é imune a propaganda” e durante a semana que rolou o Lollapalooza 2026, fui bombardeado com postagens sobre ele nas redes anti-sociais, engraçado pois eu DETESTO esse festival, não sei exatamente quando ou porque surgiu esse ranço, mas parece que existe uma espécie de ódio coletivo no qual sou participante involuntário, e como todo evento odiado, toda edição tem dois e com sorte três atrações muito boas e o resto é resto, porém esse ano foi diferente e rolou muita coisa boa por lá, uma dessas atrações foi uma artista que sempre quiz ver, Marina, que inclusive lançou um bom álbum ano passado, falei um pouco sobre ele aqui.
Nesse período ouvi meus favoritos dela, seus três primeiros álbuns, The Family Jewels, Electra Heart e meu mais mais, Froot, e putz, poucos artistas conseguem lançar três excelentes álbuns em sequência assim, um melhor que outro. Não consegui assistir a transmissão do show dela, então me contentei em ver suas antigas performances no YouTube, e curiosamente encontrei sua visita anterior no Brasil, também no Lollapalooza em 2016, a gata tava no auge, e o show foi separado em eras, justamente com as músicas dos três primeiros álbuns tocando em sequência. Épico!
Eu tava em outra fase da minha vida em 2016, mas com minha cabeça de agora, meu deux das trevas, como eu queria ter ido nesse show! Enquanto eu esperava uma alma caridosa disponibilizar o show desse ano no submundo da rede mundial de computadores (quem estiver interessado só me falar que eu mando), fiquei ouvindo minhas favoritas dela:
- Happy
- I’m a ruin
- Forget
“Você não é imune a propaganda, mas eu também não, estou apenas apontando isso para nos mantermos vigilantes sobre o que consumimos e não descartar críticas levianamente. Eu acho que no final das contas isso é um esforço coletivo e deveríamos ser menos dismissivos e mais didáticos sobre isso” (em tradução livre).
Feist
Artista/BandaLet it Die (2004)
🇨🇦 Canadá
PaísIndie Pop, Folk, Lounge
GênerosFeist também é aquela conhecida de algumas músicas mas que nunca havia ouvido um álbum inteiro, lembro de ver repetidamente o vídeo-clipe de 1234 na MTV e adorava a música. Recentemente uma amiga compartilhou uma música dela que eu desconhecida em um story e reacendeu minha curiosidade em relação a ela, amigos compartilhando música, algo cada mais raro hoje em dia (melhorem! 😠).
Ouvi todos os seus álbuns, mas o primeiro me pegou de um jeito diferente, ele é bem dinâmico, ora intimista com apenas uma voz e um violão, ora divertido e com uma banda completa, sempre mantendo um som tranquilo e com uma energia que parece que vai sendo contida durante o álbum, mas com bastante alma e alguns instrumentos não convencionais, a sonoridade de Feist aqui vai do quase infantil até o peso melancólico, caraterísticas que iram se repetir em toda sua carreira. Mas minha maior surpresa foi descobrir que ela é canadense e não francesa, eu esqueço que esse país tem duas línguas oficiais.
- One Evening
- Leisure Suite
- Inside and Out
Robyn
Artista/BandaSexistential (2026)
🇸🇪 Suécia
PaísElectroPop, Dance, Alt-Pop
GênerosOutra grande representante da categoria “chorando mas dançando e com muito tesão” é essa mulher, alias, na real considero ela a representante máxima atual do gênero, tanto que todo lançamento dela se torna um grande evento, e não é atoa, diversas músicas suas se tornaram grandes hits das pistas de dança ao longo dos anos, e a gata não costuma lançar muita coisa, tanto que faz oito anos desde o excelente trabalho anterior dela, Honey (2018).
Aqui ela segue sua marca registrada, letras confessionais, mas sonoramente ela está mais agressiva do que nunca, cheios de sons mais rasgadas e mais carregados de efeitos do que estamos acostumados, autotune, batidas fortes e agudos perfurantes, apesar disso, não tem aqui nada inovador ou diferente o que ela já costumava fazer, apenas mais exagerado e extravagante.
Esse novo trabalho parece quase uma continuação do anterior, o tesão auditivo aqui está alçando voo, praticamente atingindo a estratosfera, acho incrível que numa época em que vivemos onde o conservadorismo parece cada vez mais forte, temos a sorte de ter uma mulher transpirando tesão por todas os poros, na faixa título do álbum, ela canta “Bem, Adam Driver sempre me deixava meio excitada” baaaaahh então somos dois gata!
Achei criminoso ela não ter sido escalada para o Primavera Sound desse ano, uma pena, teria sido a maior concentração de gays possivelmente só perdendo para a parada LGTB++++++++, minhas favoritas desse são:
- Sucker For Love
- Talk To Me
- Into The Sun
Tori Amos
Artista/BandaFrom The Choir Girl Hotel (1998)
🇺🇲 Estados Unidos
PaísArt Rock, Rock Alternativo
GênerosSe existe uma artista que estou literalmente há anos tentando descobrir sua discografia é Tori Amos, (in?)felizmente a primeira década de sua carreira é tão maravilhosa que acaba me impedindo de seguir em frente, toda santa vez é isso, não dá, ela lançou cinco álbuns nos anos 90 e tenho dificuldades em dizer qual desses é meu favorito, um melhor que o outro, sempre que pego para ouvir algo dela, por mais que eu tente ouvir outra coisa fico circulando entre esses álbuns.
Minha obsessão da vez foi seu quatro álbum de estúdio, aqui ela está na sua fase mais noturna e sombria, a maioria das músicas são com banda completa e a sonoridade como um todo está mais produzida do que a crueza característica de seus trabalhos anteriores, aqui temos o uso de sintetizadores que dão uma ambiência sutil as músicas, linhas de baixo com muita presença, bateria marcante e guitarras tímidas, além das teclas de piano que parecem mágica quando combinadas com seu vocal super dinâmico e alguns back-vocals fantasmagóricos, aqui ela reivindica pra si a representação máxima do dito piano rock.
Penso que a época entre o final dos anos 90 e incio dos anos 2000 gerou uma variedade de trabalhos “noturnos” que tenho uma dificuldade extrema para explicar, é algo que tu precisa ouvir pra saber saca? Ouvir esse de cabo a rabo, a noite, numa janela de ônibus ou numa estrada deve gerar uma briza mais potente que muita droga por ai, enfim, difícil escolher apenas algumas músicas para indicar, aqui ela realmente excedeu sua excelência musical, mas sendo obrigado, elenco minha favoritas dessa obra-prima:
- Cruel
- Liquid Diamonds
- Playboy Mommy
Siouxsie and the Banshes
Artista/BandaTinderbox (1986)
🇬🇧 Reino Unido
PaísPost-Punk, Gothic Rock, Rock Alternativo
GênerosEm abril fez quarentena anos do meu álbum favorito da Siouxsie Sioux e sua banda the Banshes, e obviamente eu comemorei ouvindo compulsivamente esse que possivelmente é seu trabalho mais “comercial” como dizem às más línguas, particularmente eu não poderia me importar menos com isso!
Esse álbum segue uma linha sonora bem coesa do início ao fim, não temos nenhuma grande experimentação aqui, fugindo na linha do que eles costumavam produziram anteriormente, as guitarras e baixo seguem riffs simples e repetitivos, mas estão cheios das texturas de efeitos, causando um sonoridade particular a cada música sem soar repetitivo, o clima todo é bem noturno (acho que tu já sacou um padrão aqui né) e arrisco dizer que esse é o trabalho mais darkwave da banda.
A faixa 92° tem um easter egg bem legal, inicia com um trecho do filme “It Came From Outer Space (1953)”, adoro quando artistas e bandas colocam parte de suas influências em suas obras pra gente descobrir. Ótimo do inicio ao fim, novamente é difícil escolher apenas algumas músicas, mas vamos lá:
- This Unrest
- Cities in Dust
- 92°
Jessie Ware
Artista/BandaSuperbloom (2026)
🇬🇧 Reino Unido
PaísNu-Disco, Dance-Pop, Neo Soul
GênerosEu quero muito saber o tem que na água do Reino Unido porque o que tem de artistas mulheres (pontuação extremamente importante aqui) que estão transpirando o mais puro tesão atualmente é algo completamente fora da curva, só de cabeça consigo citar nomes como Charlie XCX, Lily Allen, Dua Lipa, Olivia Dean, e por ai vai, mas a rainha máxima, a mais bucetuda de todas na minha humilde opinião, é a Jessie Ware, ela simplesmente conseguiu lançar três excelentes álbuns SEGUIDOS! Pensar que ela tava quase desistindo da carreira na música me parece completamente insano, graças a todos os deuses novos e antigos isso não aconteceu.
Antes da pandemia, a carreira da rainha estava estagnada, apesar de um bom primeiro álbum, os trabalhos seguintes foram enfraquecendo e perdendo força, a gata não estava vendo futuro na música e seu podcast culinária com sua mãe parecia uma carreira mais promissora, mas como toda guerreira, ela decidiu dar uma última chance a sua carreira musical, e mesmo durante um apocalypse pandêmico, resolveu lançar o maravilhoso Whats Your Pleasure (2020), esse álbum foi a força que me manteve vivo naquele ano, o lembrete perfeito e constante de como é deliciosa a vida noturna e as pistas de dança, o melhor álbum de 2020 DISPARADO na frente.
Apenas alguns meses depois de eu ter tido o PRAZER de ter visto ela no Primavera Sound 2022, ela lançou o ótimo That! Fells Good! (2023), esse álbum já tem mais a pegada dos seu trabalhos iniciais, mas sem deixar cair a peteca, o que mais gostei aqui é que ela conseguiu reduzir a velocidade sem ter pisado nos freios, naturalmente, enquanto o álbum anterior é mais dinâmico, cheio de altos e baixos, aqui ela entrega uma experiência mais constante e relaxada, ainda na pegada dançante do anterior mas sem repetir a formula na cara dura, jogada de mestra.
Em seu mais recente trabalho, parece que ela ligou o foda-se e abriu todas as comportas de sua gigantesca pepeca e causou um dilúvio musical, ela pegou todos os elementos de sua nova era e elevou a décima potencia, ela tá cantando mais alto e mais forte, o baixo e as batidas fazem tremer o peito, os efeitos estão atmosféricos, os back-vocals são celestiais e as sobreposições de sua própria voz causam um arrepio em todo meu corpo! Sabe aquela categoria de álbuns de sexo que muitas pessoas fazem piada? Pois bem, pode colocar mais um pra lista. O vídeo-clipe da música Ride é quase um ensaio pornográfico, se tu não sentir nada vendo ele só se jogar em qualquer buraco pois tu já tá morto, o engraçado é que dá pra ver que ela dá uma segurada na interpretação pra não chatear o marido (puta homem de sorte dá porra, também é um gostoso, vendo pelas fotos do instagram dela), enfim, eu poderia passar o dia falando dela, mas vou terminar com essa, esse álbum é presença obrigatória em qualquer lista que se leve no mínimo a sério, minhas favoritas do álbum são:
- Sauna
- Ride
- Mon Amour
Isso não é tudo galera!
E essas foram as melhores obsessões que tive no último semestre, mas é claro que não foi “só isso”, ainda no patético período que eu achei que conseguiria ir no C6 Fest ouvi bastante Wolf Alice, The XX, Beirut, todas atrações do festival, também peguei algumas recomendações mais recentes de sons mais pesados, os novos do Draconian, Evanescence, Darkthrone e o último da Liv Kristine, que inclusive vem pro Brasil esse mês e oremos pois quero muito ir, e outras que ainda não dei uma atenção. Até! 😘
Eu curtindo um som por ai.